Bronquiolite aguda: tudo o que os pais precisam de saber este inverno

 

Todos os anos, nos meses frios, a bronquiolite volta a preocupar pais e pediatras. É uma infeção respiratória comum nos primeiros dois anos de vida, mas que pode evoluir rapidamente e causar muita ansiedade às famílias.

O que é a bronquiolite?

  • Infeção viral que afeta os bronquíolos (pequenas vias respiratórias).
  • Provoca inflamação e acumulação de secreções, dificultando a entrada e saída de ar.
  • É mais frequente entre novembro e abril.

Principais causas

  • Diversos vírus podem estar na origem, mas o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal responsável por 70–75% dos casos.

Principais grupos de risco

  • Bebés até aos 6 meses.
  • Crianças prematuras.
  • Crianças com doenças cardíacas, neurológicas ou imunológicas.

Sintomas a vigiar

  • Obstrução nasal e corrimento transparente.
  • Tosse seca persistente, podendo evoluir para tosse produtiva.
  • Febre baixa (nem sempre presente).
  • Dificuldade em respirar: tiragem intercostal, respiração rápida, pieira (som semelhante a um assobio).
  • Perda de apetite, vómitos após a tosse, fadiga.

Quando procurar ajuda médica

  • Respiração muito acelerada.
  • Lábios ou unhas arroxeados.
  • Criança muito cansada, com dificuldade em mamar ou alimentar-se.
  • Episódios de apneia (paragens na respiração).
  • Tosse persistente, sobretudo noturna.

Cuidados a ter em casa

  • Lavar o nariz com soro fisiológico várias vezes ao dia.
  • Manter o bebé hidratado (oferecer líquidos com frequência).
  • Elevar a cabeceira da cama a 30º.
  • Oferecer as refeições em pequenas quantidades.
  • Cumprir as indicações médicas (ex.: antipiréticos, broncodilatadores, corticoterapia se prescrita).
O papel da cinesiterapia respiratória
  • Facilita a respiração ao eliminar o ranho e expetoração.
  • Melhora a oxigenação.
  • Reduz o desconforto e dificuldade respiratória.
  • Acelera a recuperação, encurtando o tempo de sintomas.

A bronquiolite é comum e, na maioria dos casos, não exige internamento. Mas saber reconhecer os sinais e aplicar cuidados simples em casa pode fazer toda a diferença.

Lê também os nossos recursos sobre reabilitação respiratória pediátrica e como pode apoiar a recuperação do teu filho.

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